quinta-feira, 4 de abril de 2013

Para aprender um pouco mais.... GRANDES NAVEGAÇÕES


Grandes Navegações / Expansão Marítima



Introdução
            
Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
Os objetivos
            No século XV, os países europeus que quisessem comprar especiárias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - ìndia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.
            Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.
            Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em Absolutismo e mercantilismo).

Pioneirismo Português
            Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.
  • Fator fundamental, formação precoce de uma monarquia centralizada graças à guerra de Reconquista, contra os muçulmanos.
  • Localização geográfica favorável, no extremo sul da Europa, com fácil acesso para o Atlântico e para o continente africano.
  • Formação de uma classe mercantil mais dinâmica que a velha nobreza feudal, facilitando a modernização da monarquia, com a Dinastia de Avis, após a revolução de 1385.
  • Além disso, a Europa, na época, atravessava um período de inovações técnicas. Através da influência árabe, foram divulgados e aperfeiçoados diversos conhecimentos; algarismos arábicos,bússola, pólvora, papel.
Planejamento das Navegações
            Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.
Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.
Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

A primeira fase da colonização portuguesa

            Nos primeiros anos, as terras recém-incorporadas à Coroa portuguesa pouco tinham a oferecer aos interesses comerciais de Portugal. Os nativos não produziam nada parecido com as procuradas especiarias das Índias. Além disso, eram povos que não produziam excedentes para o comércio. Por essa razão, os portugueses só se preocupavam em fazer o reconhecimento do litoral das novas terras e manter os curiosos e interesseiros navios franceses e espanhóis afastados. Dessa forma, mesmo não tendo interesse imediato nas novas terras, Portugal não permitia que outras nações colonialistas se apoderassem desse território.
          A França não reconhecia o Tratado de Tordesilhas, segundo o qual as terras “descobertas” seriam divididas entre espanhóis e portugueses, e, que queria apossar-se de parte da colônia portuguesa. Os navios  franceses rondavam constantemente a costa do Brasil, entrando em contato com os indígenas para explorar as riquezas que a colônia poderia oferecer. Qual seria essa riqueza naqueles tempos?
Desde a Idade Média, as manufaturas da região de Flandres (entre Holanda e Bélgica) tingiam os tecidos com púrpura, corante extraído de um molusco, e com a tinta obtida de uma árvore. Essa árvore, conhecida como pau-brasil, por ser vermelha como brasa era abundante nas nossas matas litorâneas.
         Pouco a pouco, Portugal foi-se voltando para a exploração desse recurso. Apesar de os negócios com o pau-brasil nunca alcançarem o mesmo volume daqueles realizados com as Índias, a Coroa estabeleceu o monopólio da exploração da madeira: somente as expedições oficiais poderiam cortar, transportar e comercializar o produto.
Tratado de Tordesilhas
     A Espanha foi o próximo país a se lançar na expansão marítima. Ela procurou chegar às Índias navegando em direção oeste, partindo do pressuposto de que a Terra é redonda. Os dois países ibéricos entraram em divergência pela posse das terras encontradas pelo navegador Cristóvão Colombo, (gênoves - de Gênova, Itália), a serviço da Espanha. Em 1493, o papa tentou conciliar os interesses das duas nações católicas através da Bula Inter Coetera. Este documento estabelecia uma linha imaginária a 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, como fronteira entre as terras espanholas e portuguesas. A Espanha ficaria com as terras a oeste e Portugal ficaria com as terras a leste dessa linha. Sentindo-se prejudicados, os portugueses não aceitaram essa divisão. A questão foi resolvida em 1494 com a assinatura do Tratado de Tordesilhas. Por esse tratado, a linha imaginária foi deslocada para 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

 Navegações portuguesas e os descobrimentos
            No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos. Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias. Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

As primeiras expedições exploradoras

           As primeiras expedições que aqui chegaram não eram empreendimentos com fins lucrativos ou colonizadores. Entre 1501 e 1502, chegou uma expedição com o objetivo de reconhecimento geográfico e, ao  mesmo tempo, de pesquisar as possibilidades de exploração do  pau-brasil. Américo Vespúcio, o navegante italiano cujo nome batizaria o continente, veio ao Brasil nessa primeira viagem e escreveu que nada aqui poderia interessar aos comerciantes da Europa.
          Em 1503, o Brasil foi visitado por outra expedição sob o comando de Gonçalo Coelho, também acompanhado de Américo Vespúcio. Nos anos seguintes vieram outras, sob a direção de Fernando de Noronha, com o objetivo de organizar a exploração do pau-brasil. Mas somente depois de 1516 que as expedições, sob o comando de Cristóvão Jacques, organizaram-se mais sistematicamente. Assim que chegaram ao litoral do atual estado do Pernambuco, os portugueses fundaram uma feitoria na região. De lá partiram em missão de reconhecimento do litoral brasileiro até o rio Prata. No dizer do historiador Sérgio Buarque de Holanda, o feito principal de Cristóvão Jacques  deve ter sido o de observar e estorvar, se necessário, os castelhanos em suas explorações nesta parte do continente.
 Navegações Espanholas
            A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo oceano Atlantico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.
            Mais antes de ater-se aos detalhes sobre as navegações espanholas, é importante sabermos que a Espanha “atrasou” sua participação em todo o processo expansionista. Duas grandes lutas não deixaram que a monarquia espanhola se formasse. As duas lutas foram:
  • A luta pela reconquista contra todos os invasores muçulmanos que dominavam a península.
  • A luta interna existente entre os reinos hispânicos cristãos.
            Quanto à unificação política da Espanha, podemos afirmar que ela só ocorreu depois que os reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela se casaram, no ano de 1469, pois eles conseguiram ir contra todos os invasores que estavam no sul da península.
Com isso a formou-se uma orientação uniformizada capaz de fortalecer burguesia mercantil.
No dia 12 de Outubro de 1492, Cristóvão Colombo conseguiu chegar a Ilha de Guananaí, localizado em São Salvador, descobrindo assim a América. É importante lembrarmos que Cristóvão Colombo quando percebeu que tinha alcançado as Índias, resolveu fazer três viagens pela América, para tentar achar as regiões do comércio orientais mais ricas.

As Conquistas Espanholas

            Há um controle nos pontos comerciais das Filipinas e Bornéo, que ficam localizados no Oriente. Mesmo com esse controle, os espanhóis conseguiram retornar para o Ocidente, começando assim a colonização da América. No México e no Peru, ficaram concentrados os maiores esforços. A primeira área a ser conquistada, foi o México, entre os anos de 1518 e 1525, com Fernan Cortéz liderando. Com isso ocorreu à destruição do Império Asteca. Quanto à conquista do Peru, podemos dizer que tem relação com o crescimento dos espanhóis, em cima di Império Inca, lembrando que sua capital era Cuzco.  importante lembrarmos que quando os espanhóis conquistaram os antigos Impérios pré colombianos, ocorreu à destruição das populações indígenas. De inicio, as colônias espanholas foram divididas em dois vices reinados:
  • O de Nova Espanha
  • O de Peru
        Esses vices reinados foram formados nos anos de 1535 e 1543, onde os mesmos eram submetidos ao Real e ao Supremo Conselho das Índias, que é considerado um órgão governamental, que esta relacionado com o rei, onde ele é encarregado de tudo que está relacionado com a América. Mais pra frente por volta do século XVIII formaram-se mais dois vices- reinos:
  • O de Nova Granada, localizado na Colômbia
  • O de Prata, localizado na Argentina


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